O artigo Farmacoeconomia aplicada ao tratamento medicamentoso para a COVID-19 em um Hospital Campanha é um dos frutos desses estudos.

 

Os pesquisadores da área farmacêutica do Projeto de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PDI), da Universidade Federal do Piauí (UFPI) que inclui o Hospital de Campanha Estadual (HCE), aplicaram a farmacoeconomia como ferramenta metodológica e norteadora  para avaliação de tomada de decisão quanto ao protocolo clínico de tratamento medicamentoso da Covid-19.

A equipe de pesquisadores do projeto de PDI da área farmacêutica, coordenado pelos professores Dr. Lívio Cesar Cunha Nunes e Dra. Maria das Graças Freire de Medeiros, estão desenvolvendo estudos sobre tratamentos farmacológicos e seus custos. Com base nisso, desenvolveram a metodologia conforme os dados coletados no Hospital de Campanha Estadual, que é objeto de estudo de pesquisas científicas do Projeto de PDI da UFPI, gerido pela Fundação Cultural e de Fomento à Pesquisa, Ensino, Extensão e Inovação (FADEX).

“O que estamos fazendo é otimizando os gastos do tratamento da doença baseado no conhecimento das evidências científicas sobre os medicamentos propostos no protocolo do HCE. A ideia é evidenciar a relação dos custos da terapia farmacológica nas diferentes fazes da Covid. Essa metodologia pode ser replicada em qualquer outro hospital, pois os protocolos podem até ser diferentes, mas a metodologia farmacoeconômica é a mesma”, afirmou prof. Dr. Lívio Cesar Cunha Nunes.

O estudo rendeu o artigo “Farmacoeconomia aplicada ao tratamento medicamentoso para a COVID-19 em um Hospital Campanha”. Conforme os pesquisadores, estudos como esse, auxiliam na tomadas de decisões quanto ao melhor tratamento farmacológico, em relação ao protocolo medicamentoso ou seus custos.

“O constante acompanhamento e revisão das evidências sobre uso de medicamentos previstos em protocolos para tratamento de uma infecção tão nova é de estrema relevância para compor a literatura científica sobre a Covid-19. Isso pode embasar recomendações sobre o tratamento dessa doença, visando a garantia da qualidade do tratamento ao paciente e otimização de gastos com a terapia farmacológica dessa infecção”, afirmou Carina Braúna, doutoranda em Ciências Farmacêuticas no Programa de Pós- graduação em Ciências Farmacêuticas (PPGCF- UFPI).