Copeiras e nutricionistas não têm acesso aos pacientes para evitar contaminações

Os profissionais da nutrição do Hospital de Campanha Estadual (HCE) estão atendendo os pacientes por meio de videochamada. Pela Covid-19 se tratar de uma doença com alto índice de contágio, os nutricionistas utilizam a tecnologia para evitar o contato presencial com os pacientes.

A alimentação é um fator importante para a recuperação dos pacientes, pois quando bem nutridos se tornam mais fortes para vencer o coronavírus. No HCE são disponibilizadas seis refeições diárias: café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia.

Segundo a nutricionista Thays Raylla Viana, quando uma pessoa é internada na unidade de saúde ela recebe a visita virtual da equipe da nutrição. “Aqui no hospital nós estamos fazendo as visitas por videochamada. A ligação é feita de acordo com a admissão de pacientes. Nessa visita a gente acompanha como está a digestão alimentar, como está o funcionamento intestinal, como está a aceitação do paciente, quais suas preferências e o que ele recusa, como alergias alimentares. A gente reavalia o paciente com até sete dias, de acordo com a necessidade”, explicou.

É também levado em consideração se o paciente tem alguma comorbidade, como diabetes e hipertensão, e qual tipo de dieta é mais adequada para o seu estado de saúde. “Nós temos a dieta geral; nós temos a dieta branda hipossódica, com alimentos mais cozidos, mais abrandados e pouco sal; temos a dieta branda para diabéticos, com pouco sal, pouca gordura e diminuição do carboidrato; temos a dieta pastosa liquidificada, que é a sopinha liquidificada; a dieta pastosa, que é a sopa inteira, purê, caldo de feijão; e a dieta enteral, que é em sistema fechado administrada de forma contínua e com o auxílio de uma bomba de infusão, é uma bolsa de um litro que corre durante dezoito horas e possui um intervalo gástrico de quatro a seis horas entre outra alimentação”, afirmou Thays Raylla.

Os alimentos não são preparados no hospital, mas sim por uma empresa terceirizada. Logo após as alimentações chegarem ao HCE, as copeiras fazem um trabalho de higienização e identificação. “Quando chegam todas as dietas, a gente faz uma limpeza e armazena onde deve ser condicionado, como água, suco e café. Etiquetamos tudo com o nome dos pacientes e colocamos em um saquinho, para ficar bem higienizado. Separamos por dieta branda, hipossódica, diabética, pastosa e líquida. Tudo é descartável e colocado em saquinhos para evitar contaminações”, disse Maria do Socorro Lima, copeira do hospital.

As copeiras também não têm acesso aos pacientes. Elas levam os alimentos até a entrada da unidade hospitalar e em seguida um profissional recolhe os alimentos e distribui aos pacientes, não tendo também contado entre as copeiras e a equipe multiprofissional.